WGRUT

118k

+ 5390 m   - 5410 m
Itra WGR.png
WS100 2023 QUALIFYING RACE (1).jpg
UTMBQualifyingRace.png

Whalers 'Great Route Ultra-Trail®
 
Entrega do Dorsal: 5 e 6 de Maio
Início da prova: sexta-feira, 6 de Maio, 22h
Tempo limite: 26 horas
 

Captura de ecrã 2018-10-30, às 18.14.05.
Perfil Whalers Great Route Ultra-Trail
Whalers Great Route Ultra-Trail® (WGR) 

 

Os Açores foram marcados durante mais de um século pela atividade baleeira. A baleação deixou sinais indeléveis, na identidade cultural açoriana e hoje faz parte do imaginário coletivo dos açorianos. Com a extinção da caça ao cachalote, nos anos 80 do século XX, um vasto património relacionado com essa atividade ficou disperso pelo arquipélago. Em todas as ilhas são ainda visíveis múltiplos testemunhos que atestam os aspetos tecnológicos, sociais, económicos e históricos da baleação açoriana.

 

Whalers Great Route Ultra-Trail® – A Whalers Great Route Ultra-Trail® (WGR), inicia-se no Posto Baleeiro do Salão (Faial), utilizado desde o séc. XIX até ao fim da baleação. Este integra duas Casas Sazonais e a Rampa de Varagem do Salão seguindo em direção à freguesia dos Cedros passando pela vigia da baleia dos Cedros e Império do Cascalho. Dirigindo-se em direção à Fajã da Praia do Norte, esta fajã caracteriza-se por se encontrar num abaixamento da orografia da ilha, junto à Baía da Ribeira das Cabras, que surge sobranceira a uma imponente arriba coberta por vegetação das florestas da Laurissilva típica da Macaronésia. No povoado encontramos o abastecimento numa adega, junto à Ermida de Nossa Senhora da Penha de França, cuja edificação aconteceu cerca de 1787.

 

Chegará ao Forte de São Sebastião, antiga fortificação de defesa marítima do Faial, enquadrada numa das mais belas baías do mundo, cuja construção remonta ao início do Séc. XVII e onde as primeiras baleeiras americanas se abasteciam, não só de água e comida como de marinheiros.

 

Este facto deu origem à baleação nos Açores e demonstrou que os açoreanos foram dos melhores baleeiros do mundo. A famosa saga moby dyck fazia menção aos baleeiros açorianos.

 

Passando pelo Complexo Baleeiro das Angústias (Faial). Integra os seguintes imóveis: Fábrica da Baleia de Porto Pim, Fábrica Velha, Armazém e Casa dos Botes da Reis & Martins, Rampa de Varagem de Santa Cruz. Este Complexo constitui-se no fim do séc. XIX e operou até ao fim da baleação.

 

Os atletas encontrarão locais emblemáticos e de rara beleza, como a Praia do Porto Pim, Monte da Guia, Monte Queimado, Monte das Moças (Observatório Príncipe Alberto do Mónaco), Marina da Horta e Avenida marginal. Correrão ao longo dos trilhos e caminhos de acesso à primitiva vila da Horta. Passando pela Espalamaca, a rota continua, pelo terreno fraturado da costa este do Faial, uma região profundamente moldada pela dinâmica das falhas tectónicas. Esta região caracteriza-se como uma estrutura tectónica complexa, dominada predominantemente por falhas relativamente paralelas com uma orientação WNW-ESSE. Esta é uma manifestação local da fratura Faial-Pico. Algumas destas fraturas apresentam áreas bastante elevadas, designadas localmente como “lombas”, junto a áreas profundas, designadas localmente como “Afundamentos”, sendo estas áreas divididas por imponentes falésias de rochas expostas, como o Graben da freguesia da Praia do Almoxarife (de Pedro Miguel). Este graben é uma imponente formação geológica, mergulhando no mar na pequena praia que deu à freguesia o seu nome. Vários cones vulcânicos e escoadas de lava surgiram em consequência desta atividade tectónica.

 

Ao chegar ao centro da freguesia da Ribeirinha, a rota prossegue em direção ao antigo porto – Porto da Boca da Ribeira. Antigo Varadouro Baleeiro, integra a Rampa de varagem da Ribeirinha e foi utilizado apenas no século XIX.

Serão transportados a outros tempos, onde os habitantes utilizavam estes “caminhos” para o transporte de bens entre as localidades, pelos seus próprios meios ou auxiliados por animais.

Passará pelo farol, destruído durante a crise sísmica de 1998, o que continua a recordar-nos da natureza vulcânica destas ilhas e das suas gentes. Uma significativa parte do trilho decorre no maior e mais espetacular “graben” do arquipélago, onde uma considerável porção de terreno colapsou entre duas falhas tectónicas. Passará pela Lomba Grande, que corresponde à encosta de uma destas falhas. O trilho termina na Caldeira, o maior e mais importante vulcão da ilha, onde tem início o Trilho dos dez vulcões.

O trilho passa em áreas do Parque Natural do Faial, considerado um destino europeu de excelência (EDEN) pela comissão europeia, sendo a única área em Portugal com esta classificação. Transporta-nos para uma viagem no tempo, pela história da Geologia do Faial. Vai de costa a costa, seguindo a formação da ilha.

 

A última parte corresponde ao trilho dos dez vulcões, e tal como o nome indica, inicia-se numa das mais espetaculares caldeiras vulcânicas do planeta e passa, ao longo dos seus 22km, pelos 10 vulcões mais importantes do alinhamento fissural da Península do Capelo. A biodiversidade e geodiversidade são uma constante nesta rota, destacando-se as surpreendentes paisagens desta península, onde a grande maioria das plantas endémicas dos Açores podem ser encontradas no seu estado natural. Este trilho cruza os cones vulcânicos mais recentes do Faial e termina num dos mais importantes locais geológicos do mundo, o mais jovem território Português, o adormecido Vulcão dos Capelinhos. Uma autêntica paisagem lunar onde é possível pisar em terreno com apenas 59 anos de idade, formado principalmente por cinzas, tufo e bombas vulcânicas.

 

A rota termina no Porto do Comprido, ao nível do mar, na maior e principal estação baleeira dos Açores entre 1940 e 1957.